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20111226

Ele era sério, quieto, na dele. Não falava muito, mais que três palavras e na maioria das vezes concordava com o que as pessoas lhe perguntavam. Ela não. Isso a irritava. Pessoas que não conseguiam manter um assunto a deixavam perturbada, e talvez por isso, não conseguisse parar um minuto quieta. Mas havia algo nele que a atraía. A intriga daquele olhar, que mais pareciam ganchos prestes a lhe puxar para dentro e mergulhar fundo na imensidão daquele mar castanho escuro. Mas ele também a achava irritante, por fazer um pré conceito da garota e pensar nela como alguém fútil e que não calava a boca nunca. Eles eram opostos. Enquanto ela era fogo, ele era gasolina. Ela água, ele óleo. […] Mas mesmo assim ultrapassaram os limites. As diferenças e as intrigas. Foram além, esquecendo de tudo, lembrando-se apenas deles, focando-se apenas no “nós”… Ele naquele jeito… Quieto, no seu mundinho fechado, e ela sendo o seu oposto. Completando-se de uma maneira única. Não muito diferente… Digo, não que não fosse amor. Este não o faltava. O tinha até em grande quantidade, coisa que não se suportava guardar apenas no peito. Precisaria mais… Precisaria sorrisos, olhares disfarçados e jeitinho tímido quando os encontravam juntos. Precisaria um do outro, assim como unha e carne. Numa combinação tão perfeita e admirável quanto o céu e as estrelas. […] E não é mesmo verdade que os opostos se atraem?


    

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